quarta-feira, 29 de junho de 2016

Arroz Parboilizado



O processo de parboilização foi descoberto , por acaso, pelo químico e nutrólogo inglês Eric Huzenlaub, no inicio do século XX. Este, percorrendo as tribos da Índia e África, cuja alimentação básica era o arroz, constatou grande ocorrência da doença beribéri,causada por insuficiência vitamínica nas populações que consumiam o produto sem a parboilização e ,nenhum sintoma de anormalidade, entre aqueles que utilizavam o arroz parboilizado – na época, um processo primitivo, no qual o arroz em casca era mergulhado em potes de barro com água à temperatura ambiente. Em seguida, era secado ao sol ou em chapas aquecidas e, posteriormente , descascado. Na década de 1940, Huzenlaub associou-se ao americano Gordon L. Harwell e fundaram , nos Estados Unidos a Converted Rice, Inc. , a primeira empresa de arroz a utilizar tecnologia na parboilização do arroz. No Brasil, a tecnologia de parboilização foi introduzida na década de 1950. O arroz parboilizado era conhecido como arroz Malekizado e , também, como: amarelão, amarelo e macerado. Denomina-se arroz parboilizado o arroz que sofreu processo de parboilização.

A parboilização é o processo hidrotérmico no qual o arroz em casca é imerso em água potável a uma temperatura acima de 58°C, seguidos de gelatinização parcial ou total do amido e secagem.
O que isso significa? Significa que o arroz, durante o processo de parboilização, sofre um pré-cozimento, em que os nutrientes do pericarpo são parcialmente passados para a cariopse do grão. O arroz parboilizado é naturalmente mais nutritivo, pois nenhum composto químico é adicionado ao processo. Seu sabor característico e seu tom amarelado são decorrentes da mudança da estrutura do amido e fixação dos nutrientes, o que indica que o arroz parboilizado tem preservadas suas propriedades nutritivas naturais. A palavra parboilizado tem origem na adaptação do termo inglês parboiled, proveniente da aglutinação de partial + boiled, ou seja, parcialmente fervido.

A parboilização é realizada através de três operações básicas:

1. Encharcamento: o arroz em casca é colocado em tanques com água quente por algumas horas. Neste processo, as vitaminas e sais minerais que se encontram na película e germe, penetram no grão à medida que este absorve a água.

2. Gelatinização: Processo Autoclave – o arroz úmido é submetido a uma
temperatura mais elevada sob pressão de vapor, ocorrendo uma alteração na estrutura do amido. Nesta etapa, o grão fica mais compacto e as vitaminas e sais minerais são fixados em seu interior.

3. Secagem: O arroz é secado para posterior descascamento, polimento e
seleção.


Suas vantagens:
- Rico em vitaminas e sais minerais, devido ao processo de parboilização;
- Quando cozido, fica sempre soltinho;
- Rende mais na panela;
- Requer menos óleo no cozimento;
- Pode ser reaquecido diversas vezes, mantendo suas propriedades;
- Alto grau de higiene no processo de industrialização;
- Conserva-se por mais tempo.

O Brasil detém a tecnologia de parboilização mais avançada do mundo! Originário da Ásia, o arroz foi atravessando fronteiras e acabou se transformando em um dos principais alimentos da cozinha brasileira. Da raiz nascem os caules.Cada caule termina em um fluorescência, chamada espiga, que tem setenta a trezentos grãos. Quando não é polido, o aspecto e composição do grão natural não são modificados: ele é apenas descascado, ficando com a fina película mais escura que o recobre. Este é o arroz integral.

Destaque Nutricional:
O arroz é um alimento essencialmente energético, mas pobre em substâncias nutritivas, pois perde maior parte delas ao ser polido. Já o arroz integral, que conserva o germe e a parte externa do grão, é muito rico em nutrientes contendo proteínas e sais minerais (fósforo, ferro e cálcio) e vitaminas do complexo B.

Tipos de arroz:

Arroz Selvagem ou preto: arroz de grão longo e fino, coloração negra por fora e branca por dentro; trata-se de um tipo de grama que cresce principalmente em pântanos e perto de lagos. Este tipo contém mais proteínas e fibras que o arroz comum, sendo ótima opção para aumentar o conteúdo protéico de uma dieta vegetariana, por exemplo. Para pessoas que sofrem de obstipação (intestino peso), auxilia no aumento do bolo fecal, com consumo freqüente de água, melhorando o trânsito intestinal.

Arroz sanishiki ou Japonês: Arroz utilizado na culinária japonesa, e por característica, apresenta-se com grãos unidos. Quanto às propriedades nutricionais, possui maior quantidade de carboiratos que todos, por possuir maior quantidade de amido em sua parte externa, o que dá a massa que une os grãos.

Integral: este tipo de arroz, produzido há muitos anos na Índia, Birmânia e Paquistão, de maneira primitiva, consistia em fervê-lo com casca, por uma hora, em tanques ligeiramente abertos, espalhados no chão para secar e, em seguida, beneficiado.

Recentemente esse método foi aperfeiçoado, sendo executado, normalmente, nos quatro estágios seguintes: maceração, tratamento com vapor, secagem e beneficiamento.

Durante esse tratamento, a tiamina (vitamina B1) e outros componentes solúveis em água, que estavam no gérmen e nas camadas mais externas, difundem-se através do grão.

Então, durante o processo de beneficiamento, haverá menor perda desses elementos do que o beneficiamento do arroz comum, ou seja, sem qualquer tratamento.

Não descascado nem polido, contém fibras e vitaminas em porções maiores que o polido. Este tipo de arroz é praticamente a base da alimentação macrobiótica. É o arroz com maior quantidade de gordura, cerca de 6.6%, sendo esta, benéfica à saúde. Possui também uma boa quantidade de vitaminas e minerais.

Polido: Base da alimentação do brasileiro é um alimento rico em carboidratos e pouca proteína. Em combinação com o feijão, como hábito de nossa culinária, forma um composto de aminoácidos (constituintes das proteínas) mais completo.

Parboilizado: o grão inteiro é submetido ao processo de parboilização (deixado em água fervente por um período de 8 horas), método tradicional há dois mil anos na Índia e Paquistão. Este processo deixa a casca solta, facilitando a moagem dos grãos. Este tipo de arroz tem um valor nutricional maior que o arroz comum, pois as vitaminas são permeadas para o interior do grão, não se perdendo durante a moagem.

Malequizado: é um arroz semi-integral, passa por um processo de malequização, ou seja, o arroz com casca é macerado em água ria por três dias e depois submetido a altas temperaturas (até 700ºC), sendo por fim desidratado e descascado. Também tem um valor nutricional melhor que o arroz comum pelo mesmo motivo do parboilizado.

Jasmim ou aromático: arroz aromático de origem tailandesa; de textura macia e úmida, os grãos ficam bem ligados. O mais conhecido é o Jasmim, utilizado na culinária Tailandesa. Está em segundo lugar na classificação do arroz em relação ao conteúdo de proteína.

Arroz Arbório: é uma variante italiana de grão médio, de coloração levemente amarelada e com textura cremosa; é o mais indicado para fazer risoto, pois contém grande quantidade de amido e, em decorrência disso, permanece com a parte central firme, mesmo depois de um longo cozimento.

Basmati: nativo do Paquistão e da Índia, também cultivado em outros países; após o processo de cozimento, seus grãos ficam secos e soltos.

Basmati integral ou vermelho: arroz não descascado nem polido de coloração avermelhada. Não encontrada a composição nutricional, porém, por não ser descascado, possui uma quantidade maior de micronutrientes contidos na casca, bem como fibras e proteína.

quinta-feira, 5 de maio de 2016

Furúnculos



São comuns naqueles que usam suínos na alimentação.

Utilizar a Babosa para higienizar e cicatrizar as lesões.

Avaliar cura com leucograma aumenta a segurança.

Boa exposição no MD Saúde




quarta-feira, 25 de novembro de 2015

Folhas, inadequadas como alimento


Dr. Luiz, vc teria algum artigo seu ou não, sobre o motivo pelo que não se deve consumir folhas na nutrição e somente sementes e frutos?..
Eu compreendi e achei tudo muito lógico etc, mas quero explicar para as pessoas, e não sei como..gostaria de ter artigos, se pudesse disponibilizar..
agradeço a atenção!!


  • quinta-feira, 13 de agosto de 2015

    Metabolismo Ósseo


    Esta matéria serve para situar o metabolismo ósseo na prática clínica:
    Marcadores Bioquímicos da Remodelação Óssea na Prática Clínica

    Aqui especificamos os marcadores: Metabolismo Ósseo


    segunda-feira, 6 de julho de 2015

    Prolactina


    Link do Comentáro:http://medsimples.com/hormonio-prolactina/#comment-1384
    Autor: Alan Niemie

    Comentário:
    Olá Gisleine. Esse valor está fora da normalidade. Valores de referência de exames sempre variam de laboratório para laboratório (pois dependem do formato de análise aplicado) e, geralmente, ao lado do seu exame terá um valor normal mais adequado. É importante atentar a isso e comparar os resultados do seu exame com esses valores. Porém, valores de referência da Prolactina chegam a no máximo 25 ng/mL e o seu está bem alto. Além disso, em situações fisiológicas de aumento da prolactina (como gravidez, lactação, estresse e estimulação mamária), raramente a Prolactina está superior a 50 ng/mL.

    Talvez seu médico tenha dito que os valores são normais com base em alguma outra informação da sua história clínica. Você tomou recentemente (ou ainda toma) algum medicamento específico? Tem algum sintoma ou algo lhe incomodando? É sempre importante comparar a história clínica com exames laboratoriais e, assim, não podemos dizer que você tem algum problema sem uma avaliação mais completa.

    De qualquer forma, obrigado e espero que eu tenha lhe sido útil. :)

    Link do Comentáro:http://medsimples.com/hormonio-prolactina/#comment-1384
    Autor: Alan Niemies

    Comentário:
    Olá Gisleine. Esse valor está fora da normalidade. Valores de referência de exames sempre variam de laboratório para laboratório (pois dependem do formato de análise aplicado) e, geralmente, ao lado do seu exame terá um valor normal mais adequado. É importante atentar a isso e comparar os resultados do seu exame com esses valores. Porém, valores de referência da Prolactina chegam a no máximo 25 ng/mL e o seu está bem alto. Além disso, em situações fisiológicas de aumento da prolactina (como gravidez, lactação, estresse e estimulação mamária), raramente a Prolactina está superior a 50 ng/mL.

    Talvez seu médico tenha dito que os valores são normais com base em alguma outra informação da sua história clínica. Você tomou recentemente (ou ainda toma) algum medicamento específico? Tem algum sintoma ou algo lhe incomodando? É sempre importante comparar a história clínica com exames laboratoriais e, assim, não podemos dizer que você tem algum problema sem uma avaliação mais completa.

    De qualquer forma, obrigado e espero que eu tenha lhe sido útil. :)

    segunda-feira, 29 de junho de 2015

    Tênis que amortece pode ser pior

    Maximalist Shoes Fail to Cushion Impact of Running

    Laird Harrison
    June 04, 2015

    Highly padded maximalist shoes could increase the risk of running injury, contrary to manufacturers' claims, researchers say.
    "Cushioning lulls you into thinking you can slam your foot down," said coauthor Irene Davis, PhD, director of the Spaulding National Running Center at Harvard University in Cambridge, Massachusetts.
    Her coauthor, Matthew Ruder, MS, also from the Spaulding National Running Center, presented the finding here at the American College of Sports Medicine 62nd Annual Meeting.
    About a decade ago, work by Dr Davis and some of her Harvard colleagues helped fuel the popularity of minimalist shoes and barefoot running. But many runners injured themselves after making the switch from conventional footwear.
    "It's really put a bad spin on the minimalist shoe movement," Dr Davis told Medscape Medical News. She argues that injuries would be low if runners made a slow, careful transition to minimalism.
    Cushioning lulls you into thinking you can slam your foot down.
    Instead, not only have many runners returned to conventional shoes with thick heels, some are buying maximalist shoes that feature thick soles and thick heels, which manufacturers claim attenuate the impact of running.
    To evaluate these claims, the investigators recruited 14 male runners who ran at least 10 miles per week. Their average age was 31.6 years.
    The team collected data on an instrumented treadmill at a standard speed of 2.68 m/s.
    The runners alternated between maximalist and traditional running shoes. After letting the runners get used to the new shoes for 3 minutes, the researchers measured a variety of ground reaction forces.
    Force values were normalized to body weight. Vertical impact loading was significantly greater with the maximalist shoes than with the traditional ones. Previous studies have established a correlation between vertical impact loading and injuries, Ruder explained.
     Ground Reaction Forces
    ForceMaximalist ShoeTraditional ShoeDifference
    Vertical impact peak, body weight1.521.520.00
    Vertical instantaneous loading rate, body weight/s63.9762.001.97
    Vertical average loading rate, body weight/s55.6846.629.06
    Peak lateral force, body weight0.070.08–0.01
    Peak medial force, body weight–0.13–0.130.0
    Peak vertical force, body weight2.482.50–0.02

    Measurements of peak medial, braking, propulsion, and vertical impact peak were similar between the two types of shoes, as were foot angle and cadence.
    The investigators would like to compare runners who already have the habit of running with the maximalist shoes, Ruder told Medscape Medical News.
    In addition, they are now using accelerometers to measure kinetics at the tibia with the maximalist shoes.
    Although the data so far don't look promising for maximalist shoes, it is possible that some people might benefit from them, said session moderator Clare Milner, PhD, from Drexel University in Philadelphia.
    "In a lot of cases, you want to look at what's good for the individual," she said. "It's probably not one-size-fits-all."
    Dr Davis, Mr Ruder, and Dr Milner have disclosed no relevant financial relationships.
    American College of Sports Medicine (ACSM) 62nd Annual Meeting: Abstract 1160. Presented May 28, 2015.

    Na água é melhor!

    Water-Based Exercise Better for Some Functional Movement
    Laird Harrison
    June 12, 2015



    For older people, water-based exercises improve some functional movements better than land-based exercises, a new study shows.
    "In my opinion, attention should be paid to water-based exercises, especially in tropical countries," said Danilo Bocalini, PhD, from São Judas Tadeu University in São Paulo.

    Previous research has shown that exercise reduces hypertension and improves daily functioning in older people, but Dr Bocalini and his colleagues wanted to know whether one type of exercise worked better than another.
    He presented the findings here at the American College of Sports Medicine (ACSM) 62nd Annual Meeting.

    The 350 study participants were assigned to one of five exercise groups — walking, water-based exercises, resistance training, Pilates, or functional exercises — or to the control group, which received no training.
    Walking was done in accordance with ACSM guidelines, water-based exercises conformed to recommendations of the Aquatic Exercise Association, and functional exercises consisted of a calisthenics program designed by the researchers.

    The women in the exercise groups spent 60 minutes three times a week on their exercise for at least 1 year.
    The women in the exercise groups were slightly younger than those in the control group, but the difference was not statistically significant (64 vs 71 years), Dr Bocalini reported.

    The researchers assessed the functional capacity, flexibility, and balance of each woman with a variety of tests. In addition, the women rated their quality of life on a World Health Organization Quality of Life (WHOQOL) scale.

     Assessments of the Study Participants
    TestAssessment
    Arm curlNumber of complete hand curls through a full range of motion in 30 s
    Chair standNumber of times a woman could stand up from a chair in 30 s
    Time up from the groundTime to get up from from lying on the ground
    Timed up and goTime to rise from a seated position, walk 8 feet, turn, and return to the seated position
    Timed walkTime to walk or run 800 m
    BalanceTime standing on one foot without significant fluctuations, toe clawing, hopping, or hand movements, up to 30 s
    FlexibilityDistance between extended fingers and the tip of the toe

    At the end of the study period, there were no differences in body composition among the groups, perhaps because all the women consumed enough calories to compensate for what they burned during their exercise regimens.
    "Food intake was not controlled," Dr Bocalini explained. "That's important for these parameters."

    Study Results
    Functional fitness and quality-of-life scores improved in all the exercise groups, compared with the control group.

    Improvements in the arm curl and the chair stand were significantly greater in the resistance-training group than in the other exercise groups. And scores on both tests — 35 arm curls and 46 chair stands — were nearly double those of the control group.

    Improvements in the timed walk, the timed up and go, and balance were significantly greater in the water-based exercise group than in the other exercise groups. These women were able to balance for the full 30 seconds, which was about twice as long as the women in the control group, and they completed the timed walk in 8 minutes and the timed up-and-go in 11 seconds, halving the times in the control group.

    For women in the water-based group, flexibility improved more than in any other exercise group except the Pilates group.

    There were no significant differences between exercise groups in time up from the ground or quality of life.

    These findings support the greater use of water-based exercises, said Dr Bocalini. He said he will be recommending these exercises, as well as resistance training, for older women.

    These findings align with results from previous studies, said Wojtek Jan Chodzko-Zajko, PhD, from the University of Illinois at Urbana–Champaign.
    "It once again confirms the now very strong evidence that regular physical activity is associated with a host of life and health-related variables," he said. "It's great that this work is now being done all over the world."
    It also shows that not all exercise regimens are equal, he pointed out. "We've known for a long time that if you do a particular kind of exercise, you will see benefits that are consistent with that type of exercise."

    Dr Bocalini and Dr Chodzko-Zajko have disclosed no relevant financial relationships.

    American College of Sports Medicine (ACSM) 62nd Annual Meeting: Abstract 2839. Presented May 29, 2015.